CRM 9673
Doenças nas Crianças

Laringomalácia

Estridores na infância

O estridor é um emitido devido um estreitamento (obstrução) das vias aéreas superiores (laringe e ou traquéia) . Este pode ocorrer em processos inflamatórios como nas laringites que podem ter como causas : vírus, bactérias, alergias, refluxo gastroesofâgico. 

O estridor pode ocorrer em recém nascidos, sendo mais frequente nestes casos a etiologia (causa) congênita. Dentre as causas de estridores congênitos da laringe a mais conhecida, por ser também a mais comum, é a Laringomalácia.

Aqui vale a pena ressaltar que sempre diante da suspeita de Laringomalácia, o diagnóstico só pode ser firmado diante da realização da videonasofibroscopia (endoscopia respiratória), que vai permitir além da confirmação diagnóstica, a constatação do tipo de alteração presente nesta via aérea.
Este exame, que muitas vezes pode ser realizado no próprio consultório do otorrino, pode ainda evitar diagnóstico inadequado do caso em questão, uma vez que várias outras doenças de vias aéreas podem cursar com sintomas muito semelhantes. Entre as outras causas de estridor temos : as paralisias de pregas vocais, as estenoses sub-glóticas, as membranas laríngeas, os cistos supra-glóticos, as compressões extrínsecas, as traqueomaláceas entre outras.

Assim, toda criança com estridor ou qualquer outro tipo de ruído respiratório deve ser avaliada por um otorrino e submetida à exame complementar de endoscopia respiratória, para se confirmar a causa deste sintoma. Já que o estridor é apenas um sintoma e não um diagnóstico.

Recém-nascidos com desconforto respiratório

O recém-nascido apresenta respiração nasal obrigatória até por volta dos 5- 6 meses de vida, ou seja, ele precisa do nariz para respirar. Nessa fase, a língua ocupa praticamente quase toda cavidade oral (boca) e a epiglote (parte mais superior da laringe) chega a ultrapassar o palato mole, e esta anatomia peculiar do recém nascido que permite que ele respire e degluta (engula) ao mesmo tempo, mas que também o torna respirador nasal preferencial. Assim qualquer obstrução nasal no recém nascido torna-se um problema respiratório, algumas vezes grave.

Por isso todo recém-nascido ou neonato com um “ruído respiratório” vai sempre exigir uma avaliação de um otorrinolaringologista pediátrico. Este bebê deve então ser avaliado quanto ao choro, tipo e duração do ruído, e se há a presença de desconforto respiratório associado, assim como a severidade (gravidade) deste.

As vezes o recém nascido pode apresentar apenas uma obstrução nasal, como a rinite do lactente,  que vai exigir apenas orientações e cuidados da mãe para que as mamadas e sono não sejam prejudicados.

Outros recém nascidos podem apresentar malformações congênitas que vão levá-lo a ser internado em UTIs neonatais.

Em UTIs neonatais

A avaliação do neonato pelo otorrino pediatra exige uma conversa com o intensivista, a respeito da história clínica do mesmo, além um exame clínico minucioso com avaliação dos sintomas associados.

Aqui vamos mais uma vez ressaltar que como os estridores e os estertores (obstrução acima da laringe ou seja na faringe e/ou cavidades) nasais são apenas sintomas, e por mais sugestiva que seja a história clínica do recém-nascido, devemos sempre realizar uma endoscopia respiratória, para confirmação diagnóstica.

Esta endoscopia respiratória pode ser feita no próprio leito da UTI ou em centro cirúrgico, através de fibras óticas flexíveis, as videonasofibroscopias. Este exame permite uma melhor avaliação das alterações em nasofaringe e orofaringe, como ocorre com as glossoptoses; assim como permite uma avaliação dinâmica da região supra-glótica, como nos casos de laringomálacia.Em alguns casos a endoscopia rígida se faz necessária para avaliação de região sub-glótica (abaixo das pregas vocais) e também traqueal.

Estão entres as principais causas de obstrução nasal do recém nascido  : as atresias de coanas, as estenoses de abertura piriforme, os gliomas nasais, as encefaloceles, as massas nasofaríngeas como o teratoma e as malformações craniofaciais com micrognatia (Pierre Robin, Treacher Collins) e com macroglossia (Síndrome de Down, Higroma Cístico, Tireóide Lingual). Cada uma destas causas após o diagnóstico vai necessitar de tratamento específico.

Implante Coclear

O diagnóstico de qualquer tipo de perda auditiva na criança deve ser o mais precoce possível.

Síndrome PFAPA

SANGRAMENTOS NASAIS (EPISTAXES)

RINITES

SINUSITES

OTITES

AUMENTO (HIPERTROFIA) DA ADENÓIDE

AMIGDALITES

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