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A retirada de amígdalas e adenóides

Publicado em : 16/07/2013

A retirada de amígdalas e adenóides é uma das cirurgias mais realizadas em crianças em todo mundo. Devido a evolução dos antibióticos , muitos casos que eram resolvidos com cirurgias de amígdala e adenóide, hoje são sanados apenas o uso de medicamentos. A retirada divide especialistas, embora seja indicada somente quando o uso dos antibióticos não é eficaz.
As amígdalas ficam na parte de trás da boca, perto da garganta, e são visíveis quando se abre a boca. Já as adenóides ficam na parte de trás do nariz e do palato mole, não sendo visíveis quando se abre a boca.

Uma pergunta que muitas mães fazem: se a amídala e adenóide compõem o corpo humano, por que retirá-las?

Esses dois “seres” são parte do sistema imunológico do nosso organismo. Sabe-se que essas duas partes do corpo são importantes nos primeiros anos de vida da criança. Porém, depois o corpo pode iniciar o combate às doenças de outras maneiras, mesmo sem amígdalas e adenóides.

Como ficam perto das duas grandes portas de entradas para vírus e bactérias, as amídalas e adenóides podem ser alvos constantes de inflamações, aumentando de tamanho, ocasionando dores e mal-estar na hora de comer e respirar. Quando as inflamações das amígdalas são constantes podem provocar dificuldade de engolir, diminuição do apetite, febre, dor de garganta e mal-estar geral.

Já as infecções ou hipertrofia constante da adenóide podem provocar respiração pela boca e consequentemente alteração do desenvolvimento crânio-facial (arcada dentária e músculos faciais), além de respiração ruidosa, ronco, apnéia (parada da respiração durante o sono), voz anasalada, infecções de ouvido e secreção nasal constante. O aumento de tamanho acontece nos primeiros anos de vida devido aos primeiros contatos com os microorganismos e mantêm-se grandes até cerca dos 4 aos 6 anos de idade, altura em que começam a diminuir de tamanho. Por isso normalmente diz-se para operar depois dos sete anos de idade.

A hipertrofia desses segmentos, principalmente adenóide, pode provocar perda auditiva, desconcentração na escola, atrapalhando o processo de alfabetização, a criança sente mais cansaço e isso dificulta nas brincadeiras e até na socialização.

Estudos observaram que crianças que as retiraram não tiveram sua resistência rebaixada.

Remédios e cirurgias - Quando os antibióticos não impedem as infecções freqüentes das amígdalas e adenóides, a cirurgia é indicada. A criança recebe anestesia geral e, dependendo da indicação médica, ela pode retirar só amídalas ou só adenóides ou os dois na mesma cirurgia.

Após a cirurgia é recomendado repouso, evitando movimentos bruscos para que não haja sangramentos. Se for observado sangramento, comunicar imediatamente ao médico. A alimentação deve ser líquida e fria nos primeiros dias.
Se a criança estiver com infecção de garganta e nariz freqüentes, consulte o médico e peça orientações

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